
Seria de se achar estranho que pessoas que estudam um longo período para se tornarem aquilo que talvez tenha sido um sonho de uma vida, abandonassem o sonho logo que o alcançassem. Porém, no Estado de São Paulo, a cada dia dois professores exoneram seus cargos, conseguidos com tanto esforço. Bom, se isso já assusta, imagina pensar que desses dois exonerados diários, a grande maioria são do grupo recém convocado através concursos e após quatro meses de cursos preparatórios? Lastimável.
Mas o que dói, não é só saber que essas pessoas não vão ter seus sonhos realizados, mas também, que o respeito com o profissional que por muito tempo, foi (até aqui mesmo no Brasil pasmem!) sinônimo de amor e respeito. Já não dá mais para perguntar onde vamos parar, e nem mesmo aonde chegamos. A situação é insustentável e daqui a pouco, apenas aqueles que forem de alguma forma inatingíveis pelo caos do sistema, estarão imunizados contra a grande propaganda de convocação que o governo nos faz para que sejamos professores.
Onde estão os professores? Fugiram ou estão fugindo. Pra onde? Isso já não importa mais. O que realmente importa é que talvez jamais possamos resgatá-los. E o pior: com seu desaparecimento não apenas uma porção de pessoas ficará sem realizar seu sonho por encontrarem classes , alunos e gestões difíceis; mas toda uma não perderá o brilho e a esperança de um dia ter seu sonho, seja ele qual for realizado.
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